Parece haver em minha vida lacunas que precisa a ser preenchidas.
Eu vou ocupando-as com qualquer coisa:
Roupas e livros espalhados para camuflar sua ausência a cama;
Passeios sem rumo para não ver o tempo passar sem a sua presença;
Guloseimas para ocupar o vazio dentro de mim.
Uma fome que não é de comida e por isso nunca acaba.
Fome de VOCÊ.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
sábado, 29 de outubro de 2011
Devaneios
Acordei cedo, cuidei dos meus cabelos com um capricho
especial que a muito eu não tinha. Coloquei aquela calça que eu tanto adorava e
você dizia ser horrível. Eu parecia pronta para te afrontar. Como se fossemos
coincidentemente nos esbarrar em qualquer esquina, quem sabe pararmos no mesmo
sinal de trânsito.
Peguei a
chave do carro, a da casa, uma carteira de cigarros. Eu que nunca tinha fumado
antes agora me vejo escrava de mais esse vicio. Vaguei por algumas ruas
desertas. Eu não sabia aonde queria ir, sabia apenas que não queria ficar
sozinha em casa. Aqui
sou apenas eu, aquelas comédias românticas que eu te obrigava a assistir e o
meu estoque secreto de chocolate. Depois de algumas horas vagando sem rumo
entrei em uma livraria e fui diretamente buscar aquele livro que tanto me
lembra você. Parece burrice demais, eu sei que vou chorar a cada palavra
pronunciada, a cada lembrança revivida.
Cheguei à
conclusão que eu precisava ter a certeza de que ainda era capaz de lembrar-me
cada linha do teu rosto, cada sorriso (sorriso bobo, sorriso torto, sorriso só
para me fazer sorrir também), cada olhar (olhar de menino pidão que sabe
conseguir o que quer), a maneira como você mexe nos cabelos (cabelos que eu
tanto afaguei). Descobri que não me lembro dos detalhes. Não lembro mais como
os contornos dos teus lábios se encaixavam perfeitamente aos meus, nem como
eram castanhos os teus olhos ou como tuas mãos se moldavam bem a minha cintura.
Não lembro. Não me permito lembrar.
Caminhei
entre as prateleiras, encontrei o livro desejado. O peguei com extremo
cuidado,como se manuseasse uma arma e pudesse acidentalmente acionar o
gatilho,não sabia eu que o gatilho havia sido acionado no instante em que
nossos olhares se cruzaram pela primeira vez. Li claramente duas ou três
páginas, o resto não passou de palavras borradas vistas entre lágrimas e
soluços. Era hora de voltar para casa, eu havia perdido totalmente a noção do
tempo, já era noite.
No dia
seguinte resolvi pela milionésima vez, apenas essa semana, que precisava dar a
volta por cima. Coloquei uma roupa confortável e fui caminhar um pouco, essa
foi sem dúvidas uma das piores decisões tomada nos últimos dias. Você, espécime
tão raro, parecia ter virado a ultima moda da cidade. Todos parecem ter o seu
corte de cabelo, o seu estilo metricamente desarrumado. Seu perfume me
perseguiu por cada rua, cada esquina.
Voltei pra
casa.
Resolvi
ligar para você, queria deixar tudo em pratos limpos. Não aguento mais essa
situação, essa disputa infantil para ver quem é mais orgulhoso. Peguei o
telefone, ainda tinha todos os seus números gravados na agenda. Acabei indo
parar na pasta de mensagens recebidas, suas mensagens. Reli cada palavra
carinhosa, desabei em meio ao quinto ou sexto Eu Te Amo. Você me chamava de
minha menina, minha pequena. Hoje eu não sou mais sua, também não sou minha,
não sou de ninguém. Às vezes tenho duvidas se ainda sou alguém.
Quem sou?
Sou o
espaço vazio entre teus dedos, o lugar desocupado em tua cama, a brisa que
sopra teus cabelos. Sou aquela folha que hoje a sua frente brincou ao vento e
assim te roubou um sorriso. Sou o choro preso a garganta, choro que sufoca. Sou
apenas aquela flor que em afronta a todos brotou no asfalto.
FIM
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Tola
Mais uma semana que se passa e continuamos na mesma.
Eu pedi para você me ligar, pedi pra mandar sinal de vida.
Queria tanto te ver.
Passei o dia olhando para o celular, como se assim pudesse te fazer lembrar-se de mim.
Nem um toque, uma ligação, um sms que seja.
Esta decidido cansei dessa agonia.
Em casa me dirijo a você no MSN.
Estou fria, seca.
Quero que você sinta que estou magoada,
Calculadamente você me responde com um emote triste.
Que tola, só precisei disso para baixar a guarda.
Ok destino, cansei de brincar de saudades,
Quero ficar junto AGORA.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Questionamentos
Todos me perguntam:
Quem é ele?
Como ele é?
Quantos anos ele tem?
O que ele faz?
Ninguém se contentou em saber que eu estou feliz.
O que dizer dele?
Ele é o motivo desse sorriso bobo que brinca no meu rosto.
É também o retrato perfeito da imperfeição.
Tem a idade que precisa ter.
Nem mais,
Nem menos.
Quanto ao que ele faz,
Me faz um bem que não tem palavra que explique.
“As pessoas grandes adoram os números. Não perguntam nunca: Qual é o som da sua voz? Ou Será que ele coleciona borboletas?”
“O Pequeno Príncipe”
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
O que você me faz sentir
Meu mundo está de cabeça para baixo,
Tenho passado os dias contando as horas para te ver.
Quando eu poderia imaginar que um dia eu estaria assim por sua causa?
Ok, eu confesso.
Você sempre mexeu comigo, mas daí a esperar reciprocidade...para mim era sonhar alto demais.
Quando foi a ultima vez que eu te vi?
Uma semana atrás?
Impossível.
Deve fazer mais tempo.
Não faz.
Venho caminhando em nuvens desde então.
Medo de cair?
Tenho sim, tenho muito.
Vontade de voltar atrás?
Nem um pouco.
Você tem sabor de pecado.
“Que vontade de fazer uma coisa errada. O erro é apaixonante.”
Clarice Lispector
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